Nº 1291 ano 2018
Data:

Principal 2º trimestre de 2018


Atividade industrial do Tocantins segue equilibrada apesar de queda

A atividade industrial neste 2º trimestre não manteve o mesmo ritmo de crescimento do trimestre anterior, mas o indicador ficou em 49 pontos, valor próximo à situação de equilíbrio apontada a partir de 50 pontos.

Por: Divulgação
Atualizada em: 01/08/2018 15h19min
Foto: Divulgação
Os principais obstáculos das indústrias neste trimestre continuam sendo a Elevada Carga Tributária

A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) divulgou os resultados da Sondagem Industrial e do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) referentes ao 2º trimestre de 2018. A atividade industrial neste 2º trimestre não manteve o mesmo ritmo de crescimento do trimestre anterior, mas o indicador ficou em 49 pontos, valor próximo à situação de equilíbrio apontada a partir de 50 pontos. As pesquisas foram realizadas em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e podem ser conferidas na íntegra no Portal da FIETO (www.fieto.com.br) por meio do link Estudos e Pesquisas.

A Sondagem Industrial do 2º trimestre apresentou um aumento no número de empregados que passou de 47 para 53 pontos. O nível de produção caiu de 51 pontos para 49 pontos, mas também continuou próximo do equilíbrio (50 pontos). As indústrias tocantinenses estão utilizando 69% da sua Capacidade Instalada e quanto aos Estoques o indicador apontou 50 pontos. O indicador de Satisfação com a Margem de Lucro Operacional alcançou 44 pontos e a Situação Financeira atingiu 46 pontos. Os principais obstáculos das indústrias neste trimestre continuam sendo a Elevada Carga Tributária (39,34%) seguido da Competição Desleal (29,51%) e da Falta ou Alto Custo da Energia (26,23%). 

"A atividade industrial, que já mostrava dificuldades em retomar o crescimento, não sustentou a leve reação observada no 1º trimestre deste ano. No entanto, o nível de produção ficou próximo ao equilíbrio. O item Dificuldades na Logística de Transporte ganhou forças neste trimestre no apontamento dos entraves, passando do 7º para o 4º lugar. Diante disso, nota-se que a indústria sentiu os impactos da paralisação dos caminhoneiros vivenciada em maio”, aponta a gerente de desenvolvimento industrial, Amanda Barbosa.

 

Otimismo

As expectativas dos empresários para o próximo semestre são otimistas nos indicadores de Demanda, Compras de Matéria-Prima e Número de Empregados. O índice de Expectativa de Demanda passou de 64 para 59 pontos do 1º para o 2º trimestre. A Expectativa em relação ao Número de Empregados registrou 55 pontos e a Expectativa para Compras de Matéria-Prima continua no mesmo nível do trimestre anterior, 61 pontos. Os índices variam de 0 a 100 pontos e valores acima de 50 pontos indicam expectativa de crescimento.

 

Índice de Confiança do Empresário

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 55,2 pontos para 54,3 pontos de abril para julho deste ano. Mesmo com este leve recuo, o valor permanece acima da linha divisória de 50 pontos o que indica confiança do empresariado para os próximos meses. O ICEI é composto pelos indicadores de Condições Atuais e Expectativas. Sua queda em julho deste ano foi puxada pelo Indicador de Expectativas que declinou 3,1 pontos e passou de 60 para 56,9 pontos. Na análise nacional, o ICEI ficou em 50,2 pontos.

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