Nº 1312 ano 2019
Data:

Principal Câmara Municipal


ENTREVISTA: presidente da CPI afirma que trabalhos começam nessa sexta

Após sete meses de atividades, os vereadores têm agora o desafio de dar celeridade aos trabalhos investigativos da CPI e uma resposta clara aos questionamentos do cidadão que ainda aguarda resultados.

Por: Redação/Rafael Miranda
Publicada em: 13/03/2019 18h52min
Atualizada em: 14/03/2019 19h38min
Foto: Primeira Página
Neris falou com exclusividade ao jornal Primeira Página após assumir a presidência da CPI do Previpalmas.

O vereador Milton Neris (PP) assumiu nessa quarta-feira, 13, a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Previpalmas, que apura aplicações no valor de R$ 58 milhões feitas com recursos da aposentadoria do servidor público municipal em fundos de investimentos considerados “podres”.

Após sete meses de atividades, os vereadores têm agora o desafio de dar celeridade aos trabalhos investigativos da CPI e uma resposta clara aos questionamentos do cidadão que ainda aguarda resultados. A nova composição é formada também pelo vice-presidente Vandinho do Povo (PSDC), e com os membros Gerson Alves (PSL), Tiago Andrino (PSB) e Laudecy Coimbra (SD).

Mudança

Ao final do ano passado, a CPI não foi concluída e três membros tiveram que deixar os trabalhos da Comissão. Foram eles, os vereadores Júnior Geo (PROS), antigo presidente da Comissão, e Léo Barbosa (SD), ambos eleitos para o cargo de deputado estadual, e por último o relator da CPI, Marilon Barbosa (PSB), que assumiu como presidente da Casa de Leis, sendo impedido de continuar na relatoria da CPI.

Em entrevista exclusiva ao jornal Primeira Página, o vereador Milton Neris comentou sobre essa nova fase da CPI do Previpalmas, e destacou que caso seja necessário, irá convocar novamente testemunhas que já foram ouvidas ano passado.

Primeira Página - O senhor foi eleito o novo presidente da CPI do Previpalmas, essa CPI que iniciou em agosto do ano passado e já se prorrogou por um tempo muito longo. O senhor poderia adiantar como serão os trabalhos a partir de agora e quais novidades o cidadão pode esperar dessa nova fase?

Vereador Milton Neris - Primeiro nós precisamos fazer com que todos os vereadores entendam que a CPI é da Câmara Municipal e a Câmara é composta por 19 vereadores. Estamos nesse momento investigando o que é de interesse de todos os servidores etivos da nossa cidade. Então, nós vamos, a partir de sexta-feira, às 9h, fazer a instalação dos trabalhos dessa nova composição. Vamos estudar todo esse processo até lá. Entender tudo aquilo que já foi investigado, e por ventura, pontos que nós precisamos aprofundar na investigação. Queremos visitar o local desses projetos que foram financiados para saber se de fato são verdadeiros, se de fato estão ocorrendo e se não ocorreu, por qual motivo foi assim. Vamos entrar mesmo de forma profunda, em toda essa discussão e levantar todos os que foram responsáveis por ter cometido infrações, por atos de improbidade e que sejam responsabilizados. O papel da CPI é investigar tudo e todos, que estejam direta ou indiretamente envolvidos. E o relatório final vai trazer o apontamento, o indiciamento, para que o Ministério Público ofereca as devidas denúncias naquilo que foi levantado.

Primeira Página – Na fase inicial, houve uma dificuldade na CPI no que diz respeito a convocação de pessoas para as oitivas. Será possível resolver esse problemas? O antigo presidente do instituto, Max Fleury, será convocado? Qual o prazo para conclusão desses trabalhos?

Milton Neris - Na verdade, se tivermos que convocar todos que já foram convidados para esclarecer as dúvidas anteriormente, nós vamos fazer novamente, seja quem for. E aqueles que não vieram, nós vamos endurecer. Porque eles [gestores] precisam ser responsabilizados pelos seus atos. Então, a partir de sexta-feira, 16, nós vamos definir o cronograma de trabalho dessa CPI, e qual será a agenda de cada um. Se precisar fazer voltar os que já vieram aqui na Câmara a convite, nesse momento, poderão ser convocados para isso, e nós vamos fazer, não importa quem, e ainda muitos outros que deveriam ter sido convidados ou convocados e que não estavam na lista. Vou dar um exemplo: o dono da ICLA TRUST, ele é um que tinha que ter vindo aqui e não seu filho. Ele será convocado para prestar esclarecimentos.

Primeira Página - O início da formação dessa nova Comissão foi marcado por discussões entre o vereador Major Negreiros (PSB) e alguns membros da CPI.  O senhor poderia esclarecer o episódio? Isso pode criar algum problema lá na frente?

Milton Neris: Isso é normal, faz parte do parlamento, divergência ou contraditório. Agora, no parlamento prevalece a maioria. A maioria decidiu, cabe a qualquer um que achar que tem seu direito foi tolhido, de buscar o seu direito. Mas a decisão de hoje foi a decisão da maioria. Então nós temos que respeitar. Mas respeitar também a divergência da minoria. Não é uma briga de vereador contra vereador. Estão se discutindo composições. Mas todo mundo tem o mesmo objetivo: investigar e trazer para a sociedade e para os servidores uma resposta do que ocorreu. São R$ 58 milhões que rodaram. E quem vai pagar a conta? O servidor? O dono do dinheiro? Ou aqueles que não tiveram responsabilidade em cuidar do dinheiro do servidor público. Essa divergência é normal, e eu vejo com tranquilidade. Quem não está disposto a conviver entre ganhar e perder não serve para estar no parlamento.

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