Clique aqui e leia a versão digital
Nº 1258 ano 2017
Data:

Principal Educação


Greve dos professores do município completa uma semana em Palmas

O Sintet afirma não ter sido notificado sobre decisão judicial a respeito da greve. Movimento continua por tempo indeterminado.

Por: Redação/Cyntia Miranda
12/09/2017 10h:52min Atualizada em 13/09/2017 17h:53min
Foto: Cyntia Miranda
Professora diz que movimento só para se o prefeito Amastha convidar para acordo

A greve dos servidores da educação da rede municipal de Palmas completa uma semana nesta terça-feira (12). O movimento teve início na última terça-feira (5) e desde então os professores realizaram alguns protestos em diversos pontos da capital. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (SINTET), cerca de 70% das escolas aderiram à greve.

O segundo ato aconteceu no dia 7 de setembro durante o desfile cívico em comemoração à independência do Brasil. Outra manifestação aconteceu nos dias 8 e 9 no Festival Gastronômico de Taquaruçu, onde foi montada uma “Barraca da Merenda Escolar – Chef Prefeito Amastha”. Os grevistas serviram biscoito com o intuito de mostrar a situação da merenda escolar. Além de panfletar e conversar com a população sobre o motivo da paralisação.

A última manifestação aconteceu nesta segunda-feira (11), onde os professores se concentraram em frente à Igreja Nossa Senhora Aparecida em Taquaralto e depois seguiram em passeata pela Avenida Tocantins, em protesto à gestão do prefeito Carlos Amastha. De acordo com o Sintet, usando nariz de palhaço, a categoria manifestou de forma pacífica utilizando faixas que destacavam a educação em greve, além de instrumentos musicais e cartazes.

De acordo com a professora Minair Urias Ferreira, da escola Amâncio José de Moraes, a greve segue por tempo indeterminado. “Por enquanto em termo de acordo, ainda não teve nada. Só ameaça de corte de ponto, de acabar com o PCCS. Enquanto o prefeito não chamar para conversar, nós estamos aqui firmes e fortes”.

Ainda de acordo com a professora, na escola mais de 90% dos funcionários aderiram ao movimento, inclusive as funcionárias da cozinha. Ela conta que não sabe como a refeição dos alunos está sendo feita e servida.

Em comunicado o SINTET informou que ainda não foi notificado sobre nenhuma decisão judicial acerca da greve geral dos servidores da Educação do município de Palmas e que ela continua. De acordo com o sindicato, qualquer decisão arbitrária será prontamente combatida pelos advogados com os recursos judiciais cabíveis.

“Sabemos que nossa luta é justa e legal, pois buscamos nada mais do que nossos direitos. Que essa data, 7 de Setembro, nos sirva como inspiração para bradarmos por justiça e direitos”, diz o comunicado.

Comentários

Deixe um comentário

Palmas - Tocantins