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Nº 1261 ano 2017
Data:

Política Câmara Federal


Irajá Abreu justifica o voto “Não” sobre arquivamento da denúncia contra Temer

O parlamentar falou que seu objetivo na Casa de Leis é trabalhar pelo o desenvolvimento do país, e torcia para que o Governo Temer pudesse fazer uma boa gestão e que ele pudesse ir até o final de seu mandato.

Por: Divulgação
03/08/2017 17h:10min Atualizada em 07/08/2017 9h:49min
O parlamentar tocantinense destacou: “Quando esses fatos vieram a tona, revelados para imprensa e opinião pública, o governo desmoronou. Ao invés de termos um Governo que faz gestão pública, passamos a ter um Governo que faz gestão de sobrevivência”.

O deputado federal Irajá Abreu (PSD-TO) usou a tribuna durante a sessão extraordinária desta quinta-feira, 3, para justificar ao povo brasileiro em especial aos tocantinenses porque votou “Não” ao relatório de arquivamento da denúncia e “Sim” ao prosseguimento das investigações do presidente Michel Temer.

O parlamentar falou que seu objetivo na Casa de Leis é trabalhar pelo o desenvolvimento do país, e torcia para que o Governo Temer pudesse fazer uma boa gestão e que ele pudesse ir até o final de seu mandato. “Prova disso, o meu comportamento nessa Casa sempre foi favorável aos projetos que julguei da maior importância. Votei favorável a reforma trabalhista, a terceirização, a reforma da educação, e a PEC do teto dos gastos, acompanhei o governo em várias votações, não para agradar o governo Michel Temer, mas por compreender a grandeza e importância dessas matérias”.

No entanto, de acordo com o parlamentar, nesse Governo Temer, o presidente formou uma “cúpula de Governo”, formada por políticos antigos, experientes, mas que infelizmente representam a má política do Brasil. Representam o que é de mais antigo, retrógado e ultrapassado da política nacional. “Prova disso, que essa mesma cúpula, a grande maioria deles, ou foram presos ou estão com as tornozeleiras monitoradas pela justiça”, reforça. 

Irajá Abreu lembrou ainda: “Como se não bastasse a recorrentes trocas de Ministérios e de ministros que foram presos ou que foram condenados pelo judiciário, o Presidente da República foi gravado pelo empresário Joesley Batista com provas contundentes e depois comprovadas pelas justiça e confirmadas pelo próprio Presidente. O qual ele mesmo admitiu a legitimidade do áudio, se não faltassem as provas obtidas pela Polícia Federal do recebimento do dinheiro através do ex-deputado Rocha Loures”.

O parlamentar tocantinense destacou: “Quando esses fatos vieram a tona, revelados para imprensa e opinião pública, o governo desmoronou. Ao invés de termos um Governo que faz gestão pública, passamos a ter um Governo que faz gestão de sobrevivência”.

O Congresso Nacional teve nesta quarta-feira, 02, a oportunidade de julgar o comportamento do presidente Michel Temer, comportamento deplorável pela opinião pública e por mais de 95% dos brasileiros. “Nós, fomos eleitos pelo povo, temos o dever de legislar a fiscalizar os atos do Governo. Mas nessa legislatura, os papeis foram invertidos, estamos aqui praticamente fazendo o papel de juízes, julgando se são culpadas ou inocentes”.

Ele continua: “O brasileiro está desmotivado com a classe política. Estão desmotivados com tantos escândalos na política. Muitos até comentaram que falta pouco tempo para vencer o mandato e que não há tempo para ser investigado. Agora, questiono, porque o presidente não pode ser investigado? Com todas as provas contundentes? ”

Irajá Abreu conclui justificando o seu posicionamento e voto. “Por isso, o meu voto nesta quarta-feira foi não ao relatório e sim as investigações, por entender que nem mesmo o presidente da república está acima da Lei. Por essa razão, conforme a minha consciência e respeitando 95% da vontade dos brasileiros, e que se o Supremo Tribunal Federal entendesse que o presidente da república fosse culpado que ele pagasse por seus erros como qualquer cidadão brasileiro”, reforçou.

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